3. Sobre o texto Animação Cultural de Vilém Flusser
Animação Cultural
O texto apresentado é daqueles que te fazem refletir e mudar sua visão sobre algo, o que faz dele digno e importante de ser lido. Foi pedido para que escolhêssemos duas ideias impactantes do texto para falarmos sobre.
- A primeira ideia que vejo como impactante é a que os objetos são "não resultados de produção humana, mas animação programada do comportamento humano"
- A segunda é aquela sobre a inversão da relação homem/objeto, na qual "a humanidade passa a comportar-se em função do nosso próprio funcionamento.”
Ambas me remetem ao fato de que, na sociedade atual toda a produção de objetos por seres humanos é feita não só com o propósito de facilitar suas vidas e realizar tarefas por ele irrealizáveis mas também com o implícito objetivo de fazer de nós seres que não conseguem enxergar suas próprias vidas sem uso dos objetos em qualquer ação do dia, do acordar ao dormir. Esse objetivo, claro, não é o que os humanos almejam primeiramente. Nós produzimos porque podemos, porque aprendemos e conseguimos manipular os materiais e impor sobre eles uma função útil à nossa existência. Mas até que ponto imprimiremos e imporemos nosso comportamento à natureza? Isso vai colapsar o mundo. Na verdade, já está, e é aí que entra a segunda ideia que destaquei. Estamos vivendo neste século, como em todos os outros mas de forma exponencial, as inovações tecnológicas. Nunca desenvolvemos tanto como no século XXI, e isso domina nosso cotidiano, nossas ações e nossa saúde. Como sociedade nada seríamos sem os objetos e o que vemos hoje é a tomada de controle definitiva por parte da chamada “elite” dos objetos pelo autor: os aparelhos, em especial os digitais, aqueles que possuem um universo dentro deles, que nos atraem fortemente e controlam nossas vidas, como é mostrado no documentário "O dilema das redes". A impressão que é um celular, por exemplo, seja um órgão vital para o nosso funcionamento como seres, inerente à nossa existência.


