28. Sintegração sobre abertura
Sintegração sobre abertura
A sintegração foi uma forma bastante proveitosa de discutir e entender os temas, que muitas vezes são mais complexos. A delegação de funções (debatedor, crítico e observador) faz com que a discussão não fique concentrada em algumas pessoas (como em uma assembleia) e que os participantes, dominando ou não o tema, participem e colaborem assim como compreendem mais e tirem suas dúvidas. É como uma roda de conversa funcional que tem como objetivo a aprendizagem.
Na sintegração sobre abertura, ocorrida remotamente, tínhamos como base prévia quatro textos, cujos conceitos seriam discutidos. Foram quatro rodadas nas quais eu pude exercer diferentes papeis.
RODADA 1 - SALA 3 - OBSERVADORA - Como observadora, minha função era prestar atenção e tomar notas da conversa e da crítica. Os debatedores discutiram sobre imóvel móvel e imóvel do texto do Ferreira Gullar, e trouxeram muitos exemplos práticos e concretos do dia-a-dia para a facilitar a compreensão, de como uma ambiente agradável é aquele mutável e que todo design leva o evento em consideração. Também permearam pelo conceito de virtual ("que seja mutável") e sobre a possibilidade de um objeto/espaço fornecer possibilidade de vários usos e adaptações definidos pelo usuário por meio da interação, além da menção a Ligia Clark como percursora da arte virtual. Já na crítica, os colegas levantaram que não houve menção ao familistério (que estava no enunciado do que deveria ser discutido) e que no geral o debate trouxe os conceitos básicos, embora tenha demorado para engrenar a discussão, que foi muito relacionada com os textos.
RODADA 2 - SALA 6 - DEBATEDORA - Como debatedora eu deveria ser parte da discussão do que se pedia, e fiquei satisfeita com o resultado, que fez entender muito mais dos temas.
RODADA 3 - SALA 9 - DEBATEDORA - A mesma coisa.
RODADA 4 - SALA 15 - CRÍTICA - Como crítica, durante a discussão eu tomei algumas notas. O tema era "Discutir a passagem da representação (quase-objeto) para “presentação” (não-objeto)" e alguns relatam dificuldade em entender o tema, inclusive eu me intrometi um pouco e dei minha contribuição para ajudar, em um momento de recordação dos conceitos de não-objeto e quase-objeto. Após, discutiram a diferença entre quase e não-objeto. Um deles relacionou com o quadro "c'est ne pas un pipe" e isso foi bom (para os debatedores) para a compreensão do quase-objeto. Daí eles chegaram na conclusão de que existe uma progressão linear de objeto, o que faz com que a passagem de quase-objeto para não-objeto siga uma linha, uma direção.

