23. Questão sobre o texto do F. Gullar
Teoria do não-objeto de Ferreira Gullar
Não vou mentir, eu gostei de ler esse texto. E tinha tudo para não gostar, mas foi uma leitura interessante e que eu acho que nunca vou me esquecer, meu cérebro até já associou com o momento em que comecei a ler no ônibus, indo para a EA de manhã.
Vou aproveitar para deixar aqui registrado não só a questão demandada mas também minhas anotações feitas enquanto lia o texto - coisa que me ajuda a entender teorias mais complicadas. Minhas anotações do jeito que foram feitas - com pressa e com muitos erros gramáticos - pois são a transcrição da minha linha de raciocínio.
objeto - coisa material que é designada no cotidiano com seus respectivos nomes, condição na qual se esgota na referencia de uso e de sentido
quando sem nome o objeto é uma coisa, mas existe nele a opacidade e a percepção do que é
é assimilado pelo sujeito a partir de suas camadas sobrepostas: nome e coisa, e apenas o nome se rende ao homem
não-objeto: em contrapartida não se esgota quanto às referencias de uso e sentido porque não é designado por nome
não possui a opacidade de um obejto, é transparente à percepção
não possui intermediario para com o sujeito, possui significação imanente a proria forma, que é a pura significação
0 nao-objeto nao é uma representagao mas uma presentagao. Se o
objeto esta num extremo da experiencia,
o nao-objeto este no outro, e o objeto
representado este entre os dois, a meio
caminho.
o quase-objeto são representações de um objeto
a pintura figurativa não é um não objeto ou uma abstração pq msm que não exibe a ideia de um objeto concreto, ela traz ideias de metaforas pro mundo real
antes de ser aquele objeto com nome e opacidade de coisa, antes a experiencia primeira do primeira do mundo, existe o não-objeto, num campo abstrato e nada designado? como aquilo que compoe as coisas (os obejtos) mas não falando de seus materiais, que tbm sao obejtos, mas de suas formas sua composição formal, cartesiana, analítica?
A questão enfim
seria o não objeto algo como uma entidade interativa - ja que no final ele fala que espectador e naoobjeto se fundem e que o espectador deixa de passivo da existencia do nao objeto para ser a condição do seu fazwr-se, da sua pontencia ser usada por meio de um gesto humano


